domingo, 16 de abril de 2017

Resenha CD: Cromathia - Another day of torment

Com um furioso death metal assimilando peso, técnica e qualidade, os curitibanos da banda Cromathia nos apresentam um trabalho muito bem estruturado em meio a tanta coisa igual no cenário. "Another day of torment" é um registro promissor dentro do estilo extremo na cena brasileira. O CD pode ser mais direcionado aos fãs do estilo, porém não é permeado apenas de velocidade e brutalidade sonora. Há uma grande variedade entre os registros nele exposto. Um CD para o headbanger expressar uma fúria energética em meio a uma sonoridade bem elaborada. Pode-se aformar com plena convicção que é mais uma grande obra construída aqui no Brasil, berço de inúmeros valores dentro de uma cena que precisa batalhar muito até o resultado final deste trabalho. 

Com uma produção de qualidade e parte gráfica bem representada numa capa muito bonita, o CD traz 10 petardos com o gosto de quero mais. Influências do fantástico Morbid Angel pude sentir no decorrer do CD. "Another day of torment", "Rise of a new age", "Burning like 1000 suns", "Noble thief", "Strong empire", "Souls of purgatory", "Supremacy never dies", "Obscure desire", "Convincing pain" e ainda o bônus "Burning like 1000 suns", que vão te fazer ansiar por mais ou ter a oportunidade de vê-los ao vivo e transformar essas músicas, ainda mais brutas, num frenesi banger intenso. Parabéns aos responsáveis pela execução deste trabalho: Maxwell (vocal), Osmar (guitarra), Marco (guitarra), João Vitor (baixo) e também Thiago (bateria). Que logo venha um novo trabalho, reconhecimento e mais e mais espaço para mostrarem seu trabalho.

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segunda-feira, 10 de abril de 2017

Resenha CD: The Cross - The Cross

Não apenas a qualidade musical das bandas brasileiras tem sido um ponto positivo, pois a qualidade de produção dos trabalhos também tem sido um fator determinante para o êxito de inúmeros trabalhos lançados. Nesse caso aqui em questão, o THE CROSS atingiu um resultado de grande qualidade e satisfação aos fãs do estilo a que direcionam seu trabalho. Doom metal feito na melhor forma possível. Toda a atmosfera sombria e "pra baixo", como definiria um amigo meu. 

Deixando o CD rolar, você logo entra no clima, com músicas longas e claramente como o Doom deve soar. É um trabalho de qualidade, mais um importante registro brasileiro, que enfrenta inúmeras "batalhas" até a obtenção do resultado final. Individualmente todos desempenham bem sua parte e a banda vai traçando sua história com um passo firme, que ao longo do tempo, tende a ser um grande destaque. 

Eduardo - vocal, Felipe - guitarra, Paulo - guitarra, Mario - baixo e Louis - bateria, trabalharam muito bem e tem neste CD, um atestado de qualidade do que se propuseram a fazer. O público fã do estilo ou não, reconhecerá a importância deste registro. Muito interessante para a banda, seria ganhar a estrada, fazer seu trabalho atingir maior alcance. No CD estão: "Cold is the night beyond death", "The final nail in the coffin", "The skull & The Cross", "The last prayer", "Resquiat in pace", "Garden of silence", "House of suffering" e fechando, "Poe’s silence".

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domingo, 26 de março de 2017

Resenha CD: Amenize - Black sky

Com uma produção caprichada e uma proposta muito interessante, esse registro "Black sky", da banda AMENIZE tem imensa possibilidade de agradar aos que escutam com a mente aberta. A banda está bem entrosada e articulou muito bem seu trabalho, que traz elementos como peso, melodia, cadência qualidade sonora, não deixando em momento nenhum de ser interessante o CD. 

A diversificação vocal, o peso da bateria, o trabalho de guitarra e baixo é tudo muito bem criado e atrativo. Neste trabalho estão: Bruno (vocal), Brain (guitarra), Ricardo (baixo) e Danilo (bateria). Todos cumprem muito bem o que tem como função, sendo que a parte vocal se sobressai um pouco mais. O Amenize é uma banda que merece espaço e atenção. É necessário apoio e estrada para crescerem na cena, pois qualidade e capacidade não faltam. 

O CD você acaba ouvindo inúmeras vezes, por ser direto e atrativo. Recomendo a conhecerem o trabalho da banda, que é de São Paulo/SP, tendo surgido em 2010. As música aqui contidas são: "An endless dystopia", "Unlocked", "Rivals", "Leeches", "Blood river", "Black sky", "T-Rex" e "The creator". A influência do metal moderno está presente e é bom que esteja preparado para as variações em todo o trabalho que contém grandes alternâncias.

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terça-feira, 21 de março de 2017

Resenha CD: Anita Latina - Anita Latina

Talvez o mais interessante da música é você desejar rotular e em inúmeros casos, você não consegue atingir um "rótulo" específico. A banda desfila muito bem entre vários estilos, carregando consigo um trabalho que te prende a atenção. Nesse caso, devido a junção de estilos como o rock alternativo flertando com o hard rock e toques progressivos. Sim, há mais elementos incluídos, mas acho que daí já se pode ter uma idéia do que é o trabalho da banda, que conseguiu  em seu CD, reunir qualidade, músicas muito bem construídas e passagens interessantes. Tudo muito bem dosado. 

Power trio jovem, a banda oriunda de Campinas/SP, traz influências de  monstros da música pesada, não deixando de imprimir seu próprio estilo. Bruno (vocal, teclado, e baixo), Matheus (bateria) e Tarcísio (guitarra) foram os responsáveis pelo registro, que certamente, deve ter obtido bons resultados e crítica. Com boa produção e tudo muito bem dosado, a banda tem em seu CD um resultado de trabalho que pode representar muito bem a cena da música pesada que se alia a novos elementos, que arrisca, que mostra maturidade ao criar. Imagino que ao vivo deve ser ainda mais interessante poder viajar em certas passagens bem executadas e com andamento sempre trazendo diversidade. 

Anita Latina é um nome que ainda deve aparecer mais amplamente no cenário, agregando novos seguidores assim que passarem a conhecer este registro. As músicas responsáveis pela qualidade dessa obra são: "Desert", "Baião", "Insunity", "The day your savior comes", "Love (Defended against its devotees), "Nullius in verba", "Zomia" e também "Zephyr". Recomendo conhecerem este trabalho. Fujam um pouco de ficarem presos as mesmas bandas. Que venha o próximo.

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domingo, 12 de março de 2017

Entrevista: Silver Mammoth

Confira abaixo a entrevista realizada com Marcelo Izzo, contando um pouco sobre o trabalho da banda Silver Mammoth.

1- Gostaria que começasse nos apresentando a banda. Fale de sua formação e propósito ao criá-la.
Primeiramente quero agradecer a oportunidade de falar aos seus seguidores um pouco mais sobre o  SM.
Vou começar pelo segundo parágrafo, sou apaixonado por música desde os primeiros anos de vida, e com 12 anos ouvi “Paranoid” do Black Sabbath, e a partir de então, mergulhei nesta jornada e não parei mais. Estou falando de um tempo mágico, onde tudo era novo, e as curiosidades eram imensas. SM é composta por Marcelo Izzo Vocal, Marcelo Izzo Jr.(Teio) guitarra, Violão,  Chakal Baixo, todos desde o início, e atualmente Guilherme Barros na outra Guitarra e Ibanes Liba na bateria, confesso que estou muito feliz com essa formação. Os meninos são incríveis. 

2- Apesar de uma formação recente, a banda já tem alguns registros em CDs. Descreva cada um desses trabalhos na opinião da banda e como tem sido a aceitação do público em relação ao trabalho da banda?
1º Silver Mammoth Debut - O primeiro álbum do Silver, foi um processo incrivelmente espontâneo, a minha ideia era criar um álbum que não fosse definido como Hard Rock, Heavy Metal, Psicodélico ou Progressivo, era uma soma disso tudo, e as canções foram criadas nesse formato, queríamos que a mixagem tivesse lampejos dos 70th e 80th, algo direto, o álbum foi gravado com pouca produção, na raça, e hoje quando ouço é muito engraçado, fico me perguntando, porque não passei o facão aqui, ali, mas a galera gosta dele, sempre tocamos algumas músicas em shows. Graças a ele conseguimos estar aqui.
2º Pride Price - Este já tivemos um pouco mais de cuidado, desde a arte gráfica, como letras mais políticas, e alguns toques de Rock Progressivo. PP contém músicas mais pesadas, que fazem com que o álbum não tenha uma definição exata de som. Somos uma banda de Heavy  Rock e suas vertentes, esta é a definição.
3º Mindlomania - Me agrada do início ao fim, Mind é um álbum de certa forma conceitual, onde todas as canções falam do mesmo tema, um indivíduo que sofre de problemas psíquicos, ora achando que está sendo perseguido pelo Czar Vermelho por obter o código secreto, ora achando que Marte e Vênus vem buscá-lo, enfim, o álbum recebeu reviews incríveis, aqui no Brasil e no Reino Unido, onde duas canções "The time Has Come e Shock Therapy, tocaram em rádios, assim como matérias em Magazines como  “Power Play” que definiu o álbum como "Fab" e a  “Fireworks” de Gales que também o evidenciou, assim como a nossa pioneira Roadie Crew que deu nota 9,0 em um review incrível. “Mindlomania” foi escrito, gravado, mixado e masterizado com muita inspiração, sem contar o trabalho brilhante de Rafael Agostino, tecladista que está sempre conosco e que foi um parceiro e tanto neste álbum, ajudando a transformar toda essa ideia maluca em um álbum musical. 

3- A banda tem vídeos oficiais lançados e não perde tempo, trabalha constantemente para apresentar algo novo. Como conciliam a correria diária com as dificuldades de se ter uma banda no Brasil atualmente?
Boa pergunta, acredito que se não fosse por amor, não seria possível, ainda mais para mim, que tenho outra atividade profissional que me toma o dia todo, deixo para fazer as atividades do Silver Mammoth a noite, e vai até madrugada, seja compondo, escrevendo material novo, respondendo e-mails da galera, da Press que publica algo sobre a banda, faço questão de agradecer a todos que nos prestigiam, seja um seguidor, ou fã da banda, assim como parceiros e profissionais da área, quanto as novidades, é sempre bom ter algo novo e com qualidade para apresentar, nem sempre as coisas acontecem como gostaríamos, aqui é tudo mais difícil nos dias de hoje. Mas como disse no início, precisa amar tudo isso, se não esquece.

4- O que acham da atual cena metálica nacional? O que vocês citariam como destaque?
Tenho visto algumas bandas fazendo Tour, e isso é o mais difícil no atual cenário, temos poucas casas que abrem portas para as bandas autorais e quando abrem, muitas vezes sem estrutura ou valorização alguma, diferente de outros países onde a cena autoral é que impera. Mas mesmo com todo lixo sonoro que os poderosos meios de comunicação enfiam goela abaixo, vejo a cena em uma crescente, com algumas bandas excursionando inclusive. Sou sempre otimista e seria muito legal se nós do Heavy Rock tivéssemos 10% do espaço que outros estilos têm, seria mágico.

5- Como tem sido para banda os shows? E como está na visão de vocês, a dificuldade do público apoiar os eventos com maior presença?
Essa pergunta me incomoda sempre em responder, o booking de shows para bandas autorais é muito restrito na minha opinião, temos poucas casas de shows, muitas voltadas a tributos e baladas, mas penso que este não é o único problema, e sim algo da nossa cultura mesmo, claro que existem pessoas que apoiam, que se interessam por um trabalho de uma banda nacional, mas infelizmente são pessoas restritas a cena, acredito que isto possa mudar. Hoje é mais fácil conseguir uma Tour Internacional, do que no Brasil, é triste isso. Apenas uma observação, você vai a Buenos Aires por exemplo, e percebe o valor que dão para seus artistas, é muito normal sextas e sábados, bandas autorais se apresentando nas principais casas, com demanda de público, aqui as bandas sofrem muito, quem tem banda sabe o que falo, você cobra um valor baixo, tem todo uma logística para se apresentar, e muitos dão 1000 reais para um evento patrocinado e não dão 20,00 para ver uma banda nacional, temos grandes bandas, basta ir atrás do estilo que melhor lhe agrada. Mas como disse, sou sempre otimista.

6- A banda tem expandido seu trabalho conquistando espaço fora do Brasil?
Com o lançamento de “Mindlomania” conseguimos alguns reviews bacanas em UK, assim como 02 músicas em rádios, foi algo surpreendente para nós, um jornalista britânico enviou um e-mail dizendo ter gostado do que tinha visto na web, e pediu material. Um mês após, tiveram o carinho de chamar “Mindlomania” de “Fab” isso nos deixou muito contente.

7- O que há de concreto nos planos futuros da banda? O que pode nos adiantar?
Temos algumas coisas já estabelecidas, como o lançamento de duas músicas inéditas em compacto 7, uma realização pessoal, confesso, já que quem me conhece mais a fundo, sabe da minha coleção e do amor pelo vinil, sou apaixonado por material físico, diante disso, achamos que será legal ter um compacto em vinil neste momento, espero conseguir lançar isso este ano, dependemos de algumas questões para poder definir a data de lançamento.

8- Sobre o Tributo ao Motorhead, como surgiu a idéia e a oportunidade?
A princípio, um selo inglês nos contatou, para lançarmos “Mindlomania” no Reino Unido com 03 bônus, conversamos, e preferimos deixar isto para o futuro, através deste contato, foi feito o convite para a participação neste tributo, que para nós, é uma grande honra, homenagear uma banda maravilhosa que amamos, e estar ao lado de grandes bandas do Brasil.

9- De que forma acontece a criação e direcionamento do material da banda?
Geralmente eu tenho a ideia do som a seguir, mediante isto, escrevo a letra, e desenvolvemos simultaneamente a melodia, após isso, os arranjos, geralmente é assim que funciona, meu filho as vezes vem com algo pronto, aí adequamos para a sonoridade da banda e seguimos.

10- Finalizando, deixe uma mensagem aos bangers que acompanham nosso trabalho.
Como disse no início, agradeço imensamente a oportunidade de contar um pouco do Silver Mammoth aos seus seguidores, e dizer à aqueles que quiserem ouvir “Mindlomania” ele está em plataformas digitais, assim como nas principais lojas do Brasil, incluindo as Mega Store (Saraiva e Cultura) Die Hard e Baratos Afins na Galeria do Rock em São Paulo, e também em nossa loja virtual ( www.silvermammothband.com/Loja ) quem quiser saber um pouco mais das curiosidades da banda, nos sigam em nossas páginas na web.
Thanks so Much!

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quinta-feira, 2 de março de 2017

Resenha CD: Outmask - A kind of being

Em meio a um monte de CD's para resenhar, uma capa que sugeria algo extremo, som pesado como tantos que tem sido lançados ultimamente. Colocado pra rolar, vem a grande surpresa. “A Kind of Being” é a estréia da banda OUTMASK no seu primeiro registro em CD. E a cada nova audição, novos elementos pude ir percebendo e entendo mais todo o conceito do trabalho realizado pela banda. Também é uma novidade para mim descobrir uma banda Prog Metal oriunda do Nordeste (mais precisamente de Aracaju), de onde vem bandas de muita qualidade, mas sempre mais extremas. A sonoridade do trabalho da banda soa muito atrativo para os que apreciam o estilo e percebe-se muita qualidade técnica com os elementos incluídos como influência na construção deste trabalho. O material gráfico (capa e encarte) de grande qualidade e bom gosto. Foge de uma maioria que traz um material não muito legível, muito escuro as vezes. 

Boas letras, construção do trabalho num todo que tem qualidade, diversificação e musicalidade. É necessário ouvir com atenção, estar com a mente aberta para captar a essência da banda. O Outmask tem lançado um vídeo oficial, da música "Wilting", que pode ser conferido AQUI Individualmente todos desempenham muito bem suas atribuições e o resultado geral dessa soma é coesão e qualidade. Neste trabalho estão as músicas: "Awakening", "Contact", "Blindness", "Numb", "Wilting" (do vídeo), "Unformed", "Divinity" e também "Reset". Cada uma delas com passagens bem elaboradas, bem construídas e que agradará quem tomar conhecimento desse registro. Na execução desse CD estão: Enaldo (vocal), Daniel (guitarra), Marcel (baixo), Omar (teclado) e Diego (bateria). Parabéns a banda pelo trabalho aqui registrado. Que tenham oportunidade de ganhar a estrada como merecem e expandir a divulgação deste registro pelo mundo metálico.

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quarta-feira, 1 de março de 2017

Descreva a sua banda de um modo geral, falando da proposta dela, o que ela representa para você, se ela está num patamar abaixo ou acima do que você sonhava e a aceitação dela na cena heavy nacional.

Gerson Monteiro (Amákina) - A banda Amákina foi criada pelos músicos Gerson Monteiro, Tuca Marques e Aldo Sá, com intuito de tocar  o rock brazuca dos Anos 80, além de suas próprias composições. Tentando ser aceita num mercado concorrido, onde várias bandas de qualidade também buscam seu espaço, Amákina lançou um CD com várias influências do Rock'n Roll. Na verdade, ter uma banda de Rock sempre foi nosso sonho é por isso Estamos sempre tentando coloca-la um degrau acima. Com apoio de algumas pessoas que alem de tudo, também sonham nesse mundo louco, esperamos chegar muito mais longe. Contato para Shows: (21) 3731-1066 (21) 971568668 Georg Krause

Quer conhecer um pouco do nosso som?



Ícaro Ravelo (Ruins of Elysium) - Meu nome é Ícaro Ravelo e faço parte da banda de Epic Symphonic Metal, Ruins of Elysium. Atualmente somos a única banda no Ocidente que utiliza orquestrações épicas, peso do heavy metal e vocais operísticos de tenor. A realização de um sonho, um trabalho artístico de grandeza ímpar no cenário do Symphonic Metal. Pra mim estamos acima do nível que sempre imaginei.




Felipe Martins (The Black Bullets) - Faço parte da banda de Classic Rock: The Black Bullets. Nossa proposta é ir aos poucos ir colocando nosso som autoral para as pessoas se acostumarem. Temos um disco lançado e mais algumas músicas prontas para um próximo. Nesse meio tempo fazemos shows com covers e autoral ao mesmo tempo e as vezes shows especial a Led Zeppelin ou Pink Floyd. Mas falando da proposta que eu penso em: primeiro divulgar a banda (independente de ser fazendo cover ou autoral) e segundo é conseguir realmente incluir nosso som autoral ao ponto em que 90% do nosso set seja autoral e 10% de cover no máximo, até q um dia possamos só tocar nosso som e as pessoas irem ao show por isso. Nossa aceitação por onde passamos é sempre muito boa, sempre estamos aumentando o número de seguidores e pessoas que acompanham mesmo que de longe nosso trabalho, a nível nacional ainda não temos essa noção, estamos na internet também, então sabe-se lá quem e de onde conhecem a gente ... rs




Rafael Silva Leal (Seven Bless) - Eu me chamo Rafael e eu sou o Front da banda 7B(Seven Bless)... Nós temos como influências as bandas dos anos 90 e 2000, as bandas da "nova geração¨ e temos como proposta, fazer a mistura do Metal Extremo ao Rock mais melódico, dando assim uma forma (identidade) única a banda...  Nesse ano, a 7B completa 10 anos de correria, fazendo com que a 7B faça parte praticamente da metade de minha vida (tenho 24 anos), e com isso a banda torna-se algo de extrema importância para mim, pois é por meio dela, onde eu coloco cada momento de minha vida, sendo eles bons ou ruins, hoje eu não me imagino fazendo o que faço fora da 7B. Devido ao tempo que estamos na estrada, eu creio que a 7B ainda não esta no patamar que deveria estar, a constante mudança de integrantes da banda, torna-se a dificuldade eminente para conquistar o espaço que deveríamos ter conquistado... Porém, o que conquistamos até agora e olhando para trás, posso ver que evoluímos muito e que todos os planos colocado há 10 anos atrás foram atingidos. A aceitação por onde passamos é algo que me surpreende, por misturar diferentes estilos em uma única banda, eu esperava uma renegação por parte da maioria do público e não, sempre que nos apresentamos ganhamos vários elogios e criticas construtivas sobre a 7B e é por isso que me mantenho firme por manter esse sonho de ter uma banda...


Clayson Gomes (80 Rock) - Cara descrever 80 Rock é bem simples. É uma banda cuja proposta é fazer música que a gente goste de tocar, ou seja, nasceu da mistura do gosto de cada um e vem tendo uma aceitação muito grande inclusive até fora do país. Carregamos um pouco de  tudo Heavy, Rock, Progressivo, Metal, prevalece o Progressivo como base fundamental do trabalho, mas você pode perceber várias vertentes em uma mesma música. A aceitação do trabalho tem sido muito acima das expectativas da banda, o que nos dá ânimo e fôlego pra seguirmos buscando um lugarzinho ao sol. Criada em 2013 pelos integrantes Clayson Gomes e Cristiano Placido, a banda 80 Rock lançou em agosto de 2015 o EP: ‘Nem Tudo Está Perdido’ e já prepara para 2017 o lançamento de seu segundo trabalho, “Destino”. As composições de suas músicas têm fortes influências do rock clássico e do progressive rock. Atualmente, o primeiro EP ‘Nem Tudo Está Perdido’ está veiculado na programação de diversas rádios e web rádios do Brasil, Espanha, Portugal e Chile. O trabalho da 80 Rock também está presente em algumas coletâneas de sites especializados em música. A banda é composta por Clayson Gomes (vocal e baixo), Cristiano Placido (guitarra), Lúcio Machado (teclado) e Nério Vitor (bateria). Em 2016, a banda participou de diversos festivais, como o Festival MUSA, onde dividiram o palco com novos nomes da cena autoral de Belo Horizonte, como Senior El, Faca Amolada e Miêta. Foram classificados para o Segundo Concurso de Músicas Autorais, do Vitrola Música Bar e premiada nas categorias melhor música autoral, melhor letra, melhor banda autoral e melhor instrumento diferenciado, no Festival Big Rock, que aconteceu em Nova Lima e premiados com o Prêmio Mineiro da Música Independente 2016 na categoria Regional.

Allan Gil (Machine Of War) - A Machine Of War é uma banda que mistura Thrash metal, Crossover e punk e em suas letras expressam situações reais. O nome "Machine Of War" é uma idéia dos geradores de conflito sejam eles, a televisão, internet e entre outros sendo o ser humano o próprio criador da disputa. Estamos em momento de desenvolvimento pois estamos fazendo tudo por conta própria, gravando, editando e mixando. Estamos felizes com a receptividade dada por alguns meios contudo algumas situações como falta de união entristece mais não enfraquece, tendo em vista que sempre fizemos outros trabalhos com pouco ou nenhum apoio (risos) próximo passo gravar é um álbum full e lançar em vinil.

Vivi Alves (deCifra me e Machine Of War) - A deCifra me é uma banda de Heavy Metal Sinfônico, que começou em 2006. Na época, a proposta era bem diferente e não havia um estilo propriamente específico, tocávamos nossas músicas mas também tocávamos várias outras coisas, inclusive covers nacionais. Queríamos aprender e estávamos aprendendo a cada dia dentro do estúdio juntos. Mas foi a partir de 2009 que decidimos criar raízes e tornar a banda mais coesa, estruturando um estilo e  modificando nossas composições de acordo com aquela nova situação e foi assim que surgiu a deCifra me como é hoje, buscando um profissionalismo, tentando um espaço na cena e mantendo firme a existência do Metal Sinfônico autoral no Rio de Janeiro. A deCifra me pra mim em especial, é como um filho. Um filho adolescente que dá muito trabalho e que ás vezes me irrita mas, ainda assim, um filho que me dá um orgulho tremendo. Na minha visão, estamos ainda num patamar baixo de acordo com aquilo que desejamos a nível de reconhecimento mas, temos que levar em consideração que o momento não está muito favorável ao nosso estilo. Estamos em baixa e quase não encontramos (pelo menos no nosso Estado) bandas autorais que representem o estilo e segurem a cena. Estamos resistindo. Esse mês lançamos nosso primeiro clipe apresentando a música "Forbidden to live" que estará presente no nosso primeiro álbum com previsão de lançamento para final de março e pelo menos a resposta que estamos tendo sobre esse material está sendo muito positiva. Isso está sendo um super combustível para mim, mostrando que ainda não chegou a hora de parar.

Felipe Kiske (Kanon) - A Kanon é uma banda de Heavy metal autoral, que busca seguir no padrão tradicional dentro do estilo. A proposta da banda é justamente entregar ao ouvinte um som honesto, próprio e que resgate o som do metal oitentista mesclado com elementos contemporâneos. Para mim, a Kanon representa uma conquista, um sonho que estou vivendo e espero realizar muitas coisas ainda com a banda. Gravar um Ep é o grande objetivo agora. A banda existe desde 2012 e apesar de termos musicas autorais, não gravamos ainda devido as constantes mudanças na formação. Já estivemos num patamar muito legal dentro do underground carioca, mas não demos sequência justamente por causa das mudanças de formação, o que atrasou todos os processos da banda. Acredito que como a banda já teve boa aceitação no underground, a aceitação no cenário nacional será consequência de um trabalho sério. Neste momento a Kanon está a todo vapor!

Marco Velho Monge (Velho Monge) - A banda foi formada em 2013, por mim e pelo vocalista Nado Podrera. A banda tem influências que variam entre o rock nacional dos anos 80 e uma mistura de Pop rock atual. No atual momento do mercado fonográfico, tão rotativo e descartáveis, temos um objetivo de se firmar na cena nacional. Já temos 02 clipes que estão disponíveis no YouTube e temos 15 músicas que também estão disponíveis na web. Lançamos o primeiro EP no final de 2014, com o título: "Vida longa ao rock and roll" e o segundo no final de 2015, com o título: "Não faça guerra". Temos músicas muito fortes comercialmente como: "Caminho incerto" e "Estranho", do primeiro EP e "Por amor", "Não faça guerra" e a que estamos trabalhando no momento. "Estou indo embora", do segundo EP focamos fortemente na marca e no logo mascote da banda. Acreditamos que no cenário atual, o Velho Monge é forte o bastante para despontar em todo Brasil como uma banda que resgata o original rock nacional. Atualmente estamos com novos integrantes: O guitarrista Mauro Perrella, o baterista Alexandre de Almeida e o baixista Adriano Azevedo. São grandes e experientes músicos, que já estão totalmente familiarizados com o som da banda. Para saber mais sobre o nosso trabalho, nos encontre nas principais redes sociais e no YouTube. OBRIGADO PELA OPORTUNIDADE  VELHO MONGE



Vicktor Correa (Urantia) - A proposta é apresentar um Heavy metal mais raiz com vocal feminino. Sem vocais líricos e muitos elementos orquestrais, fugindo um pouco dos estilos populares atuais. Além disso, tratamos de temas como mistério, filosofia e crença nas letras. Estamos preparando um EP para ser lançado até junho desse ano, que dará uma introdução ao álbum full length "Against The Storm". A banda ainda se encontra abaixo do patamar esperado devido a estarmos no inicio dos trabalhos ainda. Apesar de termos tocado poucas vezes ao vivo e a formação estar incompleta, a banda está bem ativa fazendo gravações e pré produções de músicas. E já conta com material de merchandising.


Emerson Mello (Dancing Flame) - A Dancing Flame desde o seu inicio tem a proposta de transitar entre o hard rock e o Heavy metal tradicional, por isto nos definimos como Hard heavy. A idéia é unir peso e melodia com refrões marcantes e riffs sólidos dentre de uma variação harmônica e melódica. Pra mim ela representa a realização de um sonho de estar em uma banda, poder fazer suas próprias músicas, colocar suas próprias idéias, sua maneira de ver o mundo, gravar álbuns, tocar para as pessoas e ter seu trabalho apreciado por pessoas em diferentes lugares do mundo. Em relação ao patamar acho que todos nós como seres humanos estamos sempre buscando mais e querendo evoluir. Com a banda não é diferente. Estamos trabalhando na pré-produção de um novo álbum que iremos lançar este ano e queremos colocar a banda num patamar acima do que estamos hoje. A aceitação da banda na cena Heavy nacional tem sido muito boa, nosso último álbum obteve ótima repercussão na mídia especializada e junto ao público e obteve nota 8 na Roadie Crew,principal revista do gênero no Brasil. Recentemente fomos citados na Roadie Crew na edição especial de Hard Rock. Também participamos  de um tributo à banda paulistana Harppia, que foi lançado pela gravadora portuguesa Metal Soldiers, chamado "Flight Without Back" aonde tivemos a oportunidade de regravar o clássico "Salém Cidade das Bruxas". A versão foi muito elogiada no meio metálico, inclusive por integrantes do próprio Harppia. Este feito foi motivo de muita satisfação para a banda.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

ATTOMICA - Três décadas de puro metal


A banda brasileira de Thrash Metal Attomica, fundada em 1985, realizou um grande show no Brasil no Sesc de São José dos Campos/SP em comemoração de suas 3 décadas de estrada. Neste show a banda registrou grandes momentos e depoimentos dos seus fãs que expressaram a importância e relevância histórica da banda para o metal brasileiro e mundial.

O show aconteceu na cidade de origem do Attomica, São José dos Campos, uma Cidade do Estado de São Paulo, localizada na região conhecida como Vale do Paraíba.











Durante o show a banda executou vários clássicos lançados nas últimas três décadas, como “Marching Over Blood”, “Limits Of Insanity”, “Deathraiser” e músicas mais recentes como “The Last Samurai”, último single da banda.



Marcelos Souza (guitarra/back vocal) falou sobre o que representa estar no Attomica: "Em Primeiro lugar é uma honra estar tocando no Attomica que é uma banda de muito respeito, muito fãs e ao mesmo tempo uma responsabilidade grande de poder manter a qualidade."

Argos Danckas (Bateria) falou sobre como é estar diante dos fãs da banda: "aqui é a cidade de origem da banda, é o berço da banda! O prazer de tocar para a galera, para quem é fã da banda, a energia, a vibe de você subir no palco e ouvir aquela galera gritando o nome da banda, é fantástico. 

Andre Rod (baixo/vocal) destacou a importância desse show e da nova geração: "Aqui no Sesc aconteceu o primeiro show da banda  e hoje estamos aqui novamente..."

"...e a cada lugar que temos ido temos visto essa molecada, é importante".


Aos poucos cada um desses vídeos serão lançados no canal do Youtube e nas redes sociais da banda.
O primeiro vídeo é um mini documentário e em paralelo a banda disponibiliza o ao vivo de seu último single “The Last Samurai”.

Confira os vídeos: 


A banda que agora está fixa como um trio após a saída de Thiago Donizeth (Guitarra), segue fazendo alguns shows pelo Brasil, mas o foco principal é a preparação e produção do novo álbum previsto para o segundo semestre de 2017.

Links da banda:




Matéria realizada por Vivi Alves, do Blog parceiro: O Portal Death Mask


Vivi Alves é uma musicista e professora de canto de Duque de Caxias na Baixada Fluminense - RJ.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Resenha CD: Misconducters - Circadian

Pensa num som direto, com influências punk/hardcore e metal. Assim é o trio MISCONDUCTERS! A banda desenvolveu muito habilmente a construção desse trabalho, sendo bem estruturado, direto ao ponto, sem firulas. O CD, denominado “Circadian” vai agradar aos que preferem ir mais direto ao ponto. Tendo sido formada em 2008, a banda conta com: Den - vocal e guitarra, Brisa - baixista e Vitão - baterista. 

A lembrança de Motorhead me veio a mente ao encarar um trio direto, com tamanha energia. Ao vivo deve ser pancada na orelha!! Com simplicidade, a banda me lembra das bandas crossover que tanto surgiram em determinada época. A regularidade do trabalho me dificulta destacar uma ou outra faixa, pois muito agradou em geral. Mas vou arriscar a "Circadian" e a "Bad slave", por um lado mais pessoal. 

A banda vem sempre brindando seu público com bons e constantes novidades. O negócio é ficar de olho e não perder cada nova pancada! As músicas incluídas nesse registro são: "Invasion", "Reset", "Wasting away", "Misconducter", "Circadian", "New line", "Power driven" e fechando com "Bad slave". Não deixe mesmo de conferir esse petardo.

Links da banda:

Resenha CD: Eduardo Lira - The first concept project

Para os que curtiram a fase de grandes lançamentos instrumentais como Vinnie Moore, Greg Howe, Jason Becker, Marty Friedman e outros do estilo, “The first concept project” é muito bem recomendado, onde a junção de vários elementos musicais resultaram num trabalho de muita qualidade. É muito bom você colocar um CD para rolar e deixar esse estilo tomar conta de sua mente, te fazer marcar o ritmo mentalmente muitas vezes. O registro conta ainda com participações de peso, como Felipe Andreoli (Angra) e Andria Busic (Dr. Sin), o que abrilhantou ainda mais este CD. 

Eduardo Lira, músico carioca tem uma boa estrada pela frente e pode conseguir novos seguidores pela qualidade do trabalho desenvolvido, ainda que muitos não curtam algo sem participação vocal. Com diversidade, o CD traz influências progressivas e clássicas do rock, assim como há pitadas de jazz de forma muito bem distribuída. Por ser um CD instrumental, tem se a ideia de ser repetitivo, mas isso passa longe nesse registro. 
“The first concept project” traz as músicas: "The Edge – Introitus", "The edge part 2 – A path to enlightenment", "Sunrise", "Catharsis" (uma das melhores), "Enjoyment", "Requiem for a dream", "Kaleidoscope", "Imaginarium", "Intention divine" e também, "Raining day". A capa é muito bonita, trazendo também informações sobre o trabalho. Eduardo Lira desenvolve um trabalho que merece atenção e espaço na mídia especializada. O Brasil está bem representado nesse estilo.

Links da banda:

domingo, 15 de janeiro de 2017

Entrevista da banda Critical Fear para o blog Death Mask (Republicada aqui na Quality Music pelo início da parceria entre ambos os trabalhos)

Banda formada em Iracemápolis - SP no final de 2008 com o propósito de tocar Thrash Metal na veia dos anos 80, com influências de Punk e HC e letras que combatem a injustiça de nossa sociedade capitalista. Em 2016 a banda teve seu primeiro disco lançado pela Marquee Records, versão digipack contendo a Promo -2009 de bônus e versões de novas composições. Atualmente a banda segue com novo baixista e encontra-se finalizando as músicas do próximo álbum, que tem previsão de lançamento para meados de 2017. Conversamos com a galera da Critical Fear. Confiram esse papo \,,/

OPDM - Como foi para vocês a mudança de integrantes ao longo da carreira da banda? O que isso interferiu no desenvolvimento da mesma?
Antonio Perci Moraes -  Esse foi até hoje um dos grandes problemas da banda, desde a fundação, passamos por diversas mudanças, e é sempre muito difícil recomeçar, mas quando se acredita em algo, você não desiste , a mudança de membros atrasou o processo de lançamento de novos materiais e sem falar na dificuldade em traçar planos maiores para o grupo

OPDM - O primeiro registro de vocês foi a PROMO-2009. Como foi a aceitação do público na época que vocês lançaram ?
Antonio Perci Moraes - O pessoal curtiu, a gravação foi bem simplona, kkk, afinal de contas era uma demo, mas mesmo assim o pessoal achou legal. Alguns brothers que encontro nos roles, que lembram da demo falam, hey ainda tenho aquela desgraça que vocês gravaram kkk, está guardada na coleção

OPDM - Houve um hiato nas gravações de “Conflicts”, vocês iniciaram em 2010 porém, só lançaram em 2011. Isso se deve a saída do ex-baixista Vinicius Toledo, ou foi por opção da banda?
Antonio Perci Moraes - Justamente, e por falta de condições financeiras e tempo para finalizar o disco, eram tempos difíceis, trabalhando, fazendo faculdade, filho pequeno, família para sustentar e tudo isso complicava, na época estávamos somente eu e Ramon Sena, e em dois era complicado terminar tudo, foi ai que entrou o camarada Cícero Hernandes somando terminamos o disco.

OPDM - A banda teve muitos altos e baixos, mas essa história do raio ter queimado o computador , que estava todo material masterizado da banda, foi uma situação bizarra. Conte-nos um pouco dessa péssima experiência que tiveram.
Antonio Perci Moraes - Foi no ano de 2013, estávamos com uma outra formação, ensaiando regularmente, fazendo alguns shows, inclusive abrimos para o Master e para o MX na época. Decidimos gravar um novo material, gravamos com a melhor qualidade possível, emprestamos os microfones de um camarada, o nosso baixista da época era meu grande amigo Celsão Fernandes, fez todo trampo de gravação, em seu home estúdio,  foi bem DIY, faça você mesmo e ficou bem massa, ai depois de tudo pronto, masterizado ,eu liguei para o Celso e pedi uma cópia para ouvir em casa, ele disse tranquilo man, jaja está na mão, foi que naquela noite a caiu maior tempestade e deu um raio e boa parte da hd foi danificada, só temos algumas coisas, pois antes de tudo finalizado Celsão nos havia passado. E depois disso bateu o maior desânimo e resolvemos dar um tempo.

OPDM - Entretanto, em 2016 vocês recebem a proposta pra lançarem um material pela Marquee Records. Falem sobre esse lançamento, como foram as gravações, o processo de composição e pra quando podemos esperar o lançamento oficial?
Antonio Perci Moraes – Então, eu estava em casa havia acabo de chegar do trabalho, e recebi em meu celular uma ligação do Rio de Janeiro, falei, caramba, quem será? E era o Armando, proprietário da Marquee Records, perguntando se o nosso disco, Conflicts já sido lançado de maneira oficial, prensada, e com todo o cuidado que necessário, eu disse que não, que nós mesmos fazíamos as cópias, montava e passávamos para frente. Ele nos ofereceu a chance de ter nosso primeiro play, em versão digipack, e remasterizado, na hora não acreditei no que estava ouvindo, para mim era um sonho sendo realizado, ter o disco que trabalhei com tanto amor e dedicação para criar sendo lançado por um gravadora de grande reconhecimento, era algo sensacional. Decidimos incluir como bônus track as poucas faixas que sobraram do disco perdido, e a nossa demo de 2009. Esse ano 2017, iremos com certeza lançar um novo play cheio de novas músicas e espero que o pessoal curta.

OPDM - E como foi a volta do baterista Sena? Quais as expectativas da banda pra essa nova fase que se inicia?
Fernando Freak - no meu modo de ver foi de extrema importância, o Sena é o baterista original da banda, ajudou a criar e voltou de onde nunca deveria ter saído.
Antonio Perci Moraes – Sena sempre foi um músico muito dedicado, se estamos aqui hoje, dando essa entrevista é graças ao esforço conjunto que tivemos nos anos iniciais da banda, ter ele de volta após 5 anos longe da banda é algo realmente animador, já até me acostumei novamente a não ouvir direito as guitarras no ensaio kkkk já que ele tem a mão muito pesada kkkk

OPDM - A Critical Fear lançou o vídeo clipe “Lies”, e vocês já atingiram a marca de mais de 35.000 visualizações, uma marca muito considerável. A banda sempre apostou que fossem chegar nesse marco, ou vocês acreditam que nos tempos atuais a internet auxilia muito na divulgação?
Fernando Freak - Quando lançamos o clipe não esperávamos essa quantidade de views, divulgamos bem via redes sociais, mas mesmo assim não achávamos que teria essa marca, se tratando de uma banda brasileira, pouco conhecida, essa marca é uma vitória, sobre divulgação na internet eu acho extremamente importante , visto que muitas pessoas hoje tem acesso, tornando extremamente rápida a divulgação do trabalho, mas não significa que é fácil, divulgamos nosso trabalho diariamente nas redes sociais e é um verdadeiro trabalho de formiga, de grão em grão.

OPDM - E pra fechar,gostaria de agradecer imensamente pela entrevista que deram ao blog Death Mask, e gostaria que nos falassem qual a expectativa da banda para 2017? O que público pode esperar de vocês esse ano?
Fernando Freak – Antes de mais nada, gostaria de agradecer imensamente pela oportunidade dessa entrevista, e parabenizar o blog Death Mask pelo trabalho que vem sendo feito.  Sobre os expectativas, buscaremos estabilizar essa nova formação, entraremos em estúdio ainda esse ano para concluir o novo álbum, e estamos pensando em realizar uma tour por algumas cidades do Brasil e talvez no exterior.

Confiram aqui o clipe de "Lies"

Para conhecerem melhor o trabalho da Critical Fear, acessem:



Esta matéria foi realizada pela colaboradora Bia Coutinho.

Bia Coutinho é uma desenhista, tatuadora e body piercing, de Duque de Caxias RJ. Vocalista da banda Mysttica e atual baixista da banda de thrash metal, Machine of War, Bia Coutinho é frequentadora da cena Metal Carioca desde a sua adolescência.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Eu, o heavy metal, as bandas e as amizades...

Sempre tive bom relacionamento com bandas de metal nacional, trabalhando na divulgação delas seja através dos fanzines que eu editava (Headbanger Force Fan Club e o Rock'n'Roll Hell Fanzine. Este último fui inclusive apunhalado pelas costas por um ex-colaborador, que registrou o nome e fui impedido de dar sequência). Busquei divulgar bandas através de eventos em que os shows tinham aceitação sempre e ainda divulguei em algumas rádios FM ao qual tive acesso a horários na programação. Amizades solidificaram ao longo do tempo. Vi muitos evoluírem em seus trabalhos, tenho admiração não apenas pelo som das bandas, mas a seriedade com que a maioria imprime em suas bandas. Posso aformar que a qualidade do metal nacional é infinitamente grande e sabem driblar a dificuldade que existe nesse meio, ainda que seja uma carga pesada, competindo com a correria da vida diária. Ver jovens adolescentes que atravessaram o tempo e ainda hoje permanecem a frente de um grande trabalho, ver as histórias que todos podem se orgulhar e também rir muito, pois o metal traz muito além de bandas e músicos. 

No meio há panelinhas, há inveja e guerrinhas, mas infinitamente maior, há trabalho, amizades sólidas, parcerias e qualidade. Desde a fase difícil de se conseguir acesso ao material que as bandas lançavam, comprar equipamentos e falta de estúdios, de espaços para eventos, de divulgação mais abrangente, hoje se tem essas condições com uma facilidade maior, mas o público já não é tão farto no momento de marcar presença nos eventos nacionais. Elaborando essa matéria, me vem a mente citar alguns exemplos e isso pode parecer injusto por algum momento, deixar nomes de fora, mas serão exemplos e não somente o que admiro. Citaria quase todas as bandas pra ser justo, mas a infinidade de merecedores é muito maior. Metal nacional inicialmente era garagem, quintal de amigos, cada canto não imaginável, mas ali eram os ensaios, os "shows". A maravilhosa fase das correspondências,  as fita demo, a cópia para se distribuir aos interessados as novidades. Era muita ansiedade e magia. O visual banger então era algo muito natural, a rebeldia da época, o diferenciamento. Nunca uma regra! Cada revista especializada, fanzines, programas de rádio divulgando metal, tudo era muito valorizado, esperado com grande ansiedade. Bandas como Azul Limão, Mutilator, Viper, Stress, Overdose, Korzus, Sadom, Panic, Explicit Hate, P.U.S, MX, A Chave do Sol, Taffo, Virus, Taurus, Metralion, Sarcófago, Harppia, Volkana, Centúrias, Witchhammer, Metalmorphose, Chakal, Anthares, Vulcano, Dorsal Atlântica da fase inicial do metal no Brasil, deixaram um legado muito valioso, muita história a ser lembrada e repassada aos novatos na cena. É necessário sempre respeitar as raízes, quem veio abrindo o caminho. 

Locais históricos para metal como o saudoso Caverna, o Maracanãzinho, em Volta Redonda por exemplo, o extinto Imperaço... Se não me engano, o 1º show que organizei foi em 1990, na Boate Porão, em Volta Redonda/RJ. Lembrado por muitos até hoje, o evento contou com o Smashing Noisy de Barra do Piraí/RJ, Taurus, X-Rated e Sadom (ambos do RJ e já extintos). Inúmeras vezes eu e alguns amigos dormíamos na Rodoviária Novo Rio, por estar vendo show do RJ e não chegar a tempo do último ônibus para Volta Redonda. Mas era a paixão que nos fazia superar dificuldades e encarar a estrada com seus perrengues, porque aquele amor aos shows faziam valer a pena. A antiga bobagem preconceituosa que havia contra as mulheres no metal era outra coisa discutida, além do radicalismo. Mas, hoje elas estão aí na cena, nos palcos demonstrando com muita qualidade o seu trabalho. Bandas com todas integrantes mulheres ou em algum lugar na formação, elas são organizadas, levam a sério e possuem qualidade, garra e determinação. Alguns exemplos são: Vocífera, Scatha, Indiscipline, The Knickers, Autopse, Melyra, Aborn, Constantine, Evil Inside, Nostoi, Tevadom, Vetitum,... Certamente os homens também estão bem representados. Há músicos incríveis não apenas no palco, mas na forma como conduzem seus trabalhos, ou como seres humanos. Tem banda trabalhando violentamente e desejo que estejam colhendo os frutos. Há bandas prejudicadas pela mudança na formação, na estagnação, na falta de cuidados com o direcionamento e pelo tempo que as vezes param sem novidades. No geral, o metal nacional sobreviveria facilmente se não fosse a falta de recursos e apoio, pois qualidade não falta mesmo. 

Pelo menos dois nesse meio, comecei a divulgar seus trabalhos quando eles tinham ainda por volta dos 13 anos e hoje são dois nomes respeitadíssimos inclusive lá fora: André Matos e Gus Monsanto. Ambos souberam trilhar seu caminho com determinação e colheram os frutos. Musicalmente, gosto de ver em ação pessoas como Fernanda Braga Borges (vocal, Evil Inside), Cynthia Tsai e Cintia Ventania (bateria e baixo, Scatha), Angélica Bastos (vocal, Hatefulmurder), Nienna Ni (vocal, Nostoi), Marcelo Coutinho Pena e Fabio Absolem (vocal e baixo, Absolem), todos do Unmasked Brains, Roberta Tesch e Flora Leal (vocal/guitarra e baixo, Tevadom), Todas da Melyra, Todos do Spiritual Void, Maria Fernanda Cals e Alice D'Moura (guitarra e vocal/baixo, Indiscipline), Luiz Syren (vocal, Syren), sendo estes por eu ter acompanhado mais vezes, mais questão pessoal. Em vídeo, certamente muitos outros nomes estão por serem citados. Tantas pessoas carrego pelo tempo a amizade, seja de banda ou antigas correspondências. Amigos como: Myriam Merino, Uilson Calixto, Hugo Guaraná, Gerson Monteiro e Tuca Marques (ambos da Banda Amákina). Tenho admiração e respeito de bandas como: Quaterna Requiem, Dark Tower, Lacerated And Carbonized, Tuatha de Dannan, Malefactor, Egocentric Molecules, Losna, As Dramatic Homage, Absolem, RATTLE, Banda 80 Rock, Eternyx, Hatefulmurder, Hellmotz, Pagan Throne, Brave, Intrépida, The Black Bullets, Tellus Terror, Silent Cry, Tormentor Bestial, Les Memoires Fall, Panzer, Warcursed e tantas outras. É, vai haver nomes faltando aqui, mas nunca menos importantes do que os citados. O mundo do metal nacional é imenso, é feito de guerreiros que alimentam uma paixão sem tamanho pela música, pelo seu instrumento, pelos seus LP's, CD's, demo tapes, recortes guardados, lembranças que não ficarão para trás. O metal nacional sempre se renova!! 

E não deixaria faltar nesse relato, menção a música da doce amiga Julia Crystal, que nos brinda com seu trabalho doce, bem elaborado e de uma qualidade sem tamanho. Você que tem sua banda, ou você ouvinte de heavy metal, sabe que é muito mais que um estilo musical, mas é algo como uma filosofia de vida. Ao contrário do que o "mundo normal" imagina, heavy metal tem uma cultura sem tamanho. O que se pode aprender nas letras, em cada capa refletindo um pensamento, tudo envolve muita pesquisa, estudo e o estilo demonstra seguir pelo tempo eterno, não uma modinha passageira como tanto constatamos na mídia anos após  anos. Quanta conscientização percebe-se nos trabalhos desenvolvidos pelas bandas dia a dia. Mas cabe lembrar que poderiam as bandas estar mais confortáveis se houvesse mais o apoio real. A simples divulgação do trabalho já é algo muito importante. Levar ao conhecimento de novos seguidores, investir no merchandising das bandas, comparecer aos eventos um pouco mais, fazer parcerias,...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

"Quando você decidiu cantar ou tocar um instrumento, devia ter muitos sonhos. O que aconteceu desde essa época até os dias atuais?"

Cíntia Ventania - Scatha - Quando comecei a tocar guitarra, com uns 13/14 anos não tinha muita pretensão de nada... Tinha dificuldades e ninguém que pudesse me dar o caminho das pedras. Tive professor de guitarra, mas ele nunca chegou na parte de power acorde, então ficava só nos acordes tradicionais. Mais tarde fui aprendendo mais técnicas com amigos. Como nunca tive ninguém pra tocar junto até meus 17/18 anos, fiquei um bom tempo sem estudar nada de música. (Somente apreciar). Quando comecei a tocar baixo, comecei por um convite de uma banda feminina que precisava de baixista. e aí comecei a estudar e praticar baixo... Comprei um baixo usado - que parecia um arco e flecha de tão empenado e comecei a tirar as músicas para a banda que nunca foi à frente. Tocava hora ou outra na banda de amigos para suprir faltas. Aos 19 conheci a guitarrista da Scatha (Julia Pombo) - Que na época tinha 13 anos e finalmente começamos algo que deu frutos. Atualmente não vejo minha vida sem a música, e mesmo que eu esteja longe dos palcos, tocar e compor é algo que é quase uma necessidade fisiológica pra mim. Por mais que eu saiba o quanto de sacrifício envolvem as artes em geral, ainda acredito que valha todo esforço.

Gerson Monteiro - Banda Amákina - Continuamos sonhando... Pois sem sonho, acaba tudo!!! No começo é tudo aventura, coragem, fantasia e muita, mas muita persistência. Depois, você esbarra com algumas realidades e você entende que pro seu sonho se realizar, só  se você continuar sonhando. Para isso, haja persistência.


Vivi Alves - deCifra me / Machine Of War -Quando eu decidi cantar, era jovem demais para ter grandes pretensões. Em uma família que ama a música, mas que jamais a levaria como profissão, era difícil imaginar qualquer coisa que fosse profissional. Os anos foram se passando e só após me casar, decidi aprender a tocar um instrumento. Pegava os materiais das aulas de violão clássico que meu marido fazia e, quando tinha um tempo livre, aproveitava para estudar. Percebi que tinha coordenação e ritmo além de um bom ouvido, o que me encorajou a aprender contrabaixo, também sozinha. 

Pesquisamos juntos e aprendemos juntos. Nessa época, a deCifra me já havia "nascido". Ele (Meu marido) me deu um violino. Me vi na obrigação de estudar um pouco mais. Procurei aulas particulares e logo já estava tocando violino na banda. Dividia meu fim de semana entre ensaios de uma banda onde eu canto e toco violino e outra, onde cantava e tocava baixo. A música vicia e parece que a gente quer sempre mais. Logo eu estava tocando teclado em outra banda (Mysttica). Hoje em dia, embora essa loucura toda de tocar em várias bandas ao mesmo tempo tenha passado, ainda faz falta esse envolvimento mais intenso com os palcos, tanto que vez ou outra, faço um freelancer com alguma banda ou projeto. Atualmente, estou na deCifra me como vocal e violino e na Machine Of War como baterista.







Steven Neal Reditt - Comecei a tocar ukulele no Hawaii aos 4 anos de idade. Flauta doce na sequencia ... comecei a ter aulas de teoria musical no colégio publico havaiano aos 6 ... Depois minha mãe me comprou meu primeiro violão aos 13, ja no Brasil ...

Minha primeira guitarra eu adquiri aos 15 numa troca por uma prancha de surf. 
Sonhos? Muitos. Alguns consegui realizar e outros ficaram na lembrança.
O que mudou? Meus cabelos ... hahaha. Eram ruivos ... agora são brancos. 
O que eu fiz com essa musica toda em minha vida? Comprei um lindo sitiozinho e construí algumas casinhas.
Também consegui uma Harley-Davidson .... que sempre foi um desses meus sonhos ...
Por fim ... consegui um montão de bons amigos pelo mundo afora ... entre eles você..

Ulisses Nathan - Blackened - Sou guitarrista da banda Blackened. Meu primeiro instrumento foi um teclado, o qual toquei por apenas um mês. Na época ficou difícil achar professor, entao fui pro violão, principalmente também por curtir desde pequeno alguns guitarristas como o Brian May. Acho que era 2010. Dois anos depois, fui pra guitarra e comecei a tirar alguns sons mais pesados e rápidos... a famosa época em que você conhece as bandas da Bay Area haha. Aí tive o primeiro sinal do que seria e hoje em dia ainda é meu sonho: Ser Músico. Com algum tempo montei uma banda na escola e fomos conhecendo uma galera através de pequenos shows aqui em Curitiba. Sai dessa banda da escola e me juntei com uns loucos, e isso viria a se tornar a banda que toco hoje. Quando vimos que dava pra fazer um som da hora e tínhamos certa facilidade, decidimos gravar nosso primeiro EP, Underground Attack. Foi uma época muito legal, de muito aprendizado e que conheci muitas pessoas legais e bons músicos. Começamos a ganhar certo reconhecimento, fazer shows e gigs e em 2015 decidimos gravar nosso primeiro Full Length, chamado Truth Behind Destruction, com riffs mais bem trabalhados mostrando certa evolução de todos da banda. A primeira parte do meu sonho já foi realizada... que era gravar um som próprio e que me agradasse. Lançamos o Truth em outubro desse ano e estamos na caminhada atrás de shows e evolução dentro e fora da banda. A luta no underground nunca é fácil, mas fazemos isso com muito amor e vontade. Espero daqui 1 ou 2 anos poder escrever um pequeno texto como esse, falando sobre um álbum novo e mais shows insanos.



Adriano Lima - Egocentric Molecules -  Cantar?? Bom, com 03 anos de idade reza a lenda na família, que minha saudosa mãe me botava no chuveiro e dizia: tome seu banho sozinho pra você já ir aprendendo! dizem q eu ficava cantando do meu jeito sempre nessas ocasiões " sentado a beira de do caminho " de Roberto & Erasmo.
Tocar??? Quando eu tinha 09 anos eu conheci o " Burn " do Deep Purple ," Master of reality" do Sabbath e "Rainbow bridge" do Jimi Hendrix . O Burn me fez ir pro rock,  o Master querer ter uma banda e o Rainbow bridge, querer ser um guitarrista.

Sonhos?? sim muitos!! eu terminei o 2° grau, já tocava ha 02 anos e pensei: e agora??? O que faço?? Fiz o pré vestibular e disse a minha mother: Vou seguir a carreira musical ?? Bom, estou aí com quase 37 anos de carreira, 51 de idade, 09 discos oficiais gravados, quase 27 como instrutor musical, um atelier musical, um histórico de lutas e o amor incondicional a minha profissão!!!



Clayson Gomes - 80 Rock - Então, sou Clayson Gomes, vocalista e baixista da banda 80 Rock, de Sabará/MG e o que mudou de quando eu decidi cantar.
Em 2003, um grupo de amigos e vizinhos resolveram montar uma banda. Até aí nada de mais, coisa bem normal por sinal. Tinha um pequeno probleminha? Quem iria cantar? Jã que ninguém possuía esse dom. Foi quando resolvi me arriscar e de lá pra cá, não parei mais. Muitas coisas.


quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Resenha CD: Perc3ption - Once and For All

Heavy metal sofisticado ou Prog metal? As pessoas adoram um "rótulo", mas a verdade é a qualidade do trabalho desenvolvido pela banda paulista Perc3ption, que teve origem no ano de 2007. Progressive power metal os define bem e exalta a qualidade dos trabalhos desenvolvidos pela banda. Trabalham seriamente, traçando a estrada da banda como algo promissor, algo que valeu a pena ter feito. Pela quantidade de CDs que chegam pra Quality Music Web Radio, posso afirmar que este é mais um orgulho na cena nacional.

Produção caprichada, bem cuidada, detalhes que valorizam o trabalho e qualidade individual dos músicos envolvidos. "Once and For All" é o nome deste registro e desde sua capa, qualidade gráfica, som com tudo muito bem definido, composições bem elaboradas e um resultado musical que agrada e muito a quem aprecia a música levada a sério. O CD conta com melodias fantásticas, não deixando de lado peso e uma técnica que mostra evolução em relação a seu trabalho anterior. Difícil analisar o CD sem citar a emoção de ouvir mais um grandioso trabalho realizado pela cena metálica brasileira, que sabemos, luta muito até este registro chegar em nossas mãos. Se "Reason and Faith" já era um bom passo da banda, "Once and For All" vem dar ainda mais créditos a sua estrada, sua história sendo construída.

A banda tem uma sonoridade que me agrada muito! Dan Figueiredo - vocal, Rick Leite - guitarra, Glauco Barros - guitarra, Wellington Consoli - baixo e também Peferson Mendes - bateria, foram os envolvidos neste registro. São músicos que demonstram habilidade, parecem bem entrosados e sabem o caminho que desejam para a banda trilhar. A capa e o encarte são de muito bom gosto, muito bem escolhidos. Um belo trabalho que valoriza toda a obra. Produção realmente bem cuidada, tudo soando de forma muito bem distribuída.



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