segunda-feira, 1 de julho de 2013

Resenha: Noite Imortal - Edição 5

Chaos Synopsis - Ancestral Malediction - Nervo Chaos
O metal extremo sempre foi um estilo olhado com receio por quem não buscou conhecer melhor. Os temas abordados e estilo cru sempre causaram certo distanciamento de quem não aprecia o estilo. Mas isso teve certa mudança, pois mesmo quem não gosta, teve mais acesso e passou a reconhecer o valor,  ainda que continue não gostando. Noite Imortal, Edição 5 estava reunindo expressivos nomes do metal extremo, numa produção da Black Legion (Alex Chagas), Noisy Produções e Sonorização (Tobias Junior) e Brutal Festival Eventos (Giuliano Duarte), contando ainda com o apoio estrutural da Dark Side Produções e cobertura da Quality Music Web Radio (Vanderley). Era uma soma que buscava com a bagagem de cada um em eventos e divulgação de bandas, viabilizarem uma noite que funcionasse bem, oferecendo a bandas e público o que pudesse contribuir para uma confraternização de qualidade. Muitos sorteios aconteceram, com cortesia da Mutilation Records, Brutal Combat e J Vest. Além da ‘chuva de cds’, houveram também sorteio de piercings e tattoo. As bandas venderam seus CDs e camisas com boa aceitação, podendo o público conhecer um pouco mais daquilo que iriam constatar ao vivo. Dedico meu respeito a quem sempre apoiou de fato, como pessoas que vem de outras cidades da região e pessoal como a galera de Juiz de Fora, que encaram a estrada, mas estão ali sempre no encalço de novas realizações.  
Tudo ajustado era o momento de subir ao palco a banda Chaos Synopsis, com seu deathrash, vindo de São José dos Campos/SP. A banda que tem seu último registro “Art Of Killing” teve a missão de trazer mais pra perto do palco o público que sempre inicia tímido, distante dali, mas logo entra no clima e torna o agito intenso. A carga sonora da banda aqueceu muito bem para aquela noite que seria outro grande dia para escrever na cena nacional. A apresentação pela primeira vez na região creio eu que angariou alguns novos admiradores e pelo que constatei, muitos adquiriram o cd que a banda colocou a disposição nesse dia. Jairo, Friggi, JP e Marloni mandaram no palco o que eu tinha de expectativa pelo que conhecia da banda. 
Era agora a vez de se apresentar a banda vinda de Tremenbé/SP, que já havia se apresentado em Volta Redonda/RJ. O death metal do Ancestral Malediction, que surgiu em 1994 estava mais uma vez pronto para detonar com brutalidade seu poder sonoro. A cada nova vez, fico impressionado com a banda na totalidade, seja no palco ou na simpatia como pessoas, que sabem cativar e fazer algo realmente especial. Meu olhar estava atento a banda, mas a forma como o baixo de Fernanda é tocado me impressiona muito. Os olhos não desgrudavam das mãos dela, assim como da reação do público por mais essa apresentação fantástica. Death metal que nos remete ao melhor do estilo. Eduardo, Fernanda, Ronaldo e Emerson me impressionam com facilidade e fico no aguardo do novo material da banda com grande ansiedade. A banda prima muito pela seriedade no que faz e na qualidade do que buscam. Trazem-me a mente o bom e velho Sarcófago. E então, finalizaram com o desejo do público de querer um pouco mais. 
Música agressiva e caótica das barreiras de Death Metal e Hard Core. Assim surgiu o Nervo Chaos em 1996. A banda ralou muito e de forma séria para atingir o status que tem hoje. Quando se quer chegar a um patamar elevado, não basta subir ao palco, tem que haver muito empenho, direcionamento e força de vontade para atingir este nível. Edu Lane, Guiller, Quinho e Felipe construíram uma apresentação sólida, com o público ávido por presenciar aquela intensidade sonora de perto. Do início ao fim a banda esteve a vontade não somente no palco, mas durante o backstage, junto a galera que buscava camisas e CDs, fotos e trocar ideia para saber dos novos planos da banda. Edu é o carisma em pessoa, confesso que foi um grande prazer constatar a receptividade que ele permite a quem se interessa por mais informações. A banda tem feito diversas apresentações, incluindo uma tour européia, Roça’N’Roll e agora a tour pela América latina. Tudo isso fruto de um som de muita qualidade, um empenho grandioso e merecimento por sempre trilharem o caminho leal do movimento. 
Muita conversa em troca de novas informações, fotos divertidas de boas lembranças, planos para novas participações, tudo foi grandioso, sempre deixando claro como as 03 bandas impressionaram, até mesmo porque evento de som extremo na região é algo raro, mas foi dado o passo inicial. Findada as apresentações, quem esteve envolvido na organização e apoio pode perceber mais uma vez a satisfação dos que presenciaram, dos headbangers reais, não os de facebook ou de reclamações infundadas. Há que se buscar melhoria, aperfeiçoamento, mas quem está na cena há mais tempo, sabe que como antes, a magia não é a mesma, não encaram mais com amor, com o tocar entre amigos pela causa. Hoje prevalece um visual, um encontro ocasional, mas cada um no seu tempo de descobrir o melhor para si. Todos são bem vindos sempre, afinal, metal não é modismo, não é para divergências. Hora de pensar numa próxima realização. 

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